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Você já ouviu falar da retinopatia diabética e sabe qual a relação dela com a diabetes mellitus? Complicação da diabetes, a retinopatia é afeta os olhos e pode causar cegueira no paciente. Ela é uma doença que requer diagnóstico médico, contudo não é um problema para o qual se encontrou a cura até o momento. Quer saber mais sobre esta complicação da diabetes? Então não perca as informações que teremos a partir de agora.

O que Retinopatia Diabética?

Para que você entenda o que é retinopatia diabética, basta imaginar que os vasos sanguíneos dos olhos se corromperam. Normalmente estes vasos se encontram nos tecidos que estão na parte de trás dos olhos. Quando a diabetes não é bem controlada e o paciente tem um grau bastante avançado da doença são as causas principais.

Conhecida também como derrame ocular, a retinopatia diabética atinge os vasos sanguíneos da retina, dificultando o envio de imagens captadas para o cérebro e por esta razão podemos afirmar que ela pode causar cegueira.

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Bem sabemos que a diabetes não controlada pode desencadear uma série de outras doenças e problemas no paciente. Não é novidade por exemplo, que ela coloca em risco, a saúde dos rins, do coração e até do nosso sistema nervoso e isto também explica a importância de se cuidar quando se é pré-diabético e logo que se diagnostica a própria doença. Também é importante prevenir-se contra a diabetes, mantendo um estilo de vida saudável, cuidando sobretudo de manter uma alimentação balanceada.

Os olhos são os principais afetados pela diabetes, que em pior dos casos sofre a retinopatia diabetica, que pode resultar na perda da visão, mas antes que aconteça este diagnóstico,pouco a pouco vão surgindo os problemas oculares.

A Retinopatia diabética é uma complicação que já vem afetando não apenas idosos. Já podemos considerar que afeta a pessoas de todas as idades, incluso crianças, ainda que seja comum entre adultos com idade entre 20 e 75 anos de idade.

Como o Diabetes afeta a visão?

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A diabete mellitus é uma doença que está diretamente ligada a problemas oculares. Ela acontece devido a falta de produção de insulina pelo pâncreas, ou pelo uso incorreto do hormônio, pelo organismo. Para que não haja complicação da doença e resulte em sérios problemas de saúde, deve o paciente seguir os tratamentos recomendados pelo médico, que basicamente são feitos através do controle da glicose no sangue, ou através do uso de medicamentos e a aplicação de insulina.

Quando a diabetes mellitus evolui ela pode levar o paciente à um quadro de cegueira irreversível. Exames oftalmológicos são sempre recomendados para evitar a progressão de problemas nos olhos, sobretudo na retina ocular. Quanto antes forem feitos os diagnósticos, maiores são as chances de melhores resultados.

Tipos de Retinopatia

Existem dois tipos de retinopatia que podem ser diagnosticados de acordo com o grau, com a localização e a extensão da lesão provocada por um quadro mais grave da diabetes mellitus. Estamos falando da retinopatia proliferativa e da retinopatia não proliferativa, das quais iremos falar agora:

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  • Retinopatia Proliferativa – É a fase do derrame no olho onde a doença já está numa fase muito avançada. Quando é este o diagnóstico, o paciente apresenta os neovasos que se formam por causa da oclusão dos vasos sanguíneos, que impede que o fluxo sanguíneo corra adequadamente. Os neovasos de maneira geral, não costumam apresentar sintomas, desde que não sofram rompimento. Se isto acontecer, a consequência pode ser muito séria. O paciente pode perder a visão completamente. Os neovasos também pode ocasionar o deslocamento de retina, uma vez que vêm acompanhados de um tecido cicatricial que vai contraindo a região onde a retina se encontra.
  • Retinopatia Não Proliferativa – Ao contrário do caso acima, é o tipo da retinopatia mais leve, que significa que a diabetes não está tão avançada, mas que também requer cuidados. Nesta fase podem ocorrer hemorragias e obstrução dos vasos sanguíneos, impedindo que em várias partes da retina, chegue o sangue oxigenado, o que acaba estimulando a formação de novos vasos sanguíneos. Se nesta fase, a parte central da retina, não for afetada, o paciente então não sofrerá a cegueira imediatamente, mas se o inchaço da retina (o edema macular) acontecer, pode a visão ficar turva e pouco a pouco piorando de forma gradativa, não descartando a possibilidade de cegueira total.

Segundo a Academia Americana de Oftalmologia, algumas complicações são responsáveis por aumentar o risco de cegueira quando o paciente sofre uma retinopatia, principalmente se estamos falando da retinopatia proliferativa. Um exemplo de complicação é a hemorragia vítrea e outro exemplo é o deslocamento da retina, o qual já mencionamos como acontece. Ainda é possível afirmar que média de 50% das pessoas que sofrem a retinopatia proliferativa também desenvolvem edema macular diabético, que acumula muito líquido nesta região. Com isso se confirma que a retinopatia proliferativa é a maior causa de cegueira em pessoas com diabetes.