Causada pela deficiência na absorção de insulina, a Diabetes é uma doença que atinge inúmeras pessoas em todo o mundo. A falta da insulina, que é o hormônio que nosso pâncreas produz, interfere na quebra das moléculas de glicose que são normalmente transformadas em energia. Quando isto acontece ainda que parcialmente a queima do açúcar é prejudicada e o mesmo poderá se transformar tanto em proteínas como gorduras ou mesmo músculos.

O que é Diabetes?

Segundo a International Diabetes Federation, uma entidade diretamente à ONU, mais de 380 milhões de pessoas em todo o mundo sofre com a doença que em maior número dos casos está relacionada ao sedentarismo e à obesidade, o que deixa claro, que o diabetes pode ser evitado.

Diabetes é a doença causada pelo excesso de açúcar no sangue. O que isso significa? Que uma vez que nosso pâncreas não produz a quantidade suficiente de hormônio que consome a glicose, ou seja, a insulina, o excesso deste açúcar irá se transformar em substâncias que acumuladas causarão muitos danos à saúde.

Tipos de Diabetes

Você conhece o pâncreas? Ele é o órgão responsável pela produção de hormônio de que beneficiam o sistema digestivo. O hormônio produzido se origina das chamadas células beta e têm por finalidade interceptarem quando o nível de glicose se eleva ou de acordo com as necessidades do nosso organismo. O que define se você terá uma vida normal ou terá a taxa glicêmica alterada é o que acontece com a glicose, ou seja, se ela será utilizada as atividades do corpo, ou se será armazenada como gordura

5 Tipos de diabetes e não apenas 2

Existem tipos diferentes da doença que podem ser:

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Diabetes Tipo 1 – O Tipo 1 do diabetes é o que também podemos chamar de insulinodependentes, ou seja, é o tipo em que o paciente necessita fazer o udo de injeções de insulina, esta aplicação da qual falaremos mais adiante, é feita para repor o que o pâncreas já não consegue produzir sozinho. Neste tipo de diabetes o paciente produz uma quantidade inadequada ou não produz a insulina. Neste caso, não se pode interromper as aplicações, uma vez que isso pode resultar em sérios problemas como um distúrbio metabólico, a cetoacidade diabética e agravar os danos à saúde. Este é o tipo da doença que em geral acontece na infância ou na adolescência, o que não descarta a possibilidade de um diagnóstico em uma pessoa adulta. Além da isulina, atividades físicas regulares e uma dieta balanceada são indicadas para estabilizar o problema.

Diabetes Tipo 2 – Diabetes do tipo 2 é quando o pâncreas produz a insulina, contudo, o organismo não consegue processá-la devidamente. No caso de de um paciente ter este tipo 2, existem tratamentos via oral, dispensando o uso diário das injeções de insulina, dependendo da expansão, pode-se tratar apenas com atividades físicas e dietas equilibradas. Há casos em que sim, se usa a insulina e outros em que a solução é medicamentos que diminuam as taxas de glicose no sangue. Tão grave quanto o tipo 1, o diabetes do tipo 2, não controlado pode ser fatal.

Diabetes Gestacional

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 Você sabe o que é diabetes gestacional? Como sugere o nome, é um tipo da doença que afeta unicamente durante o período da gravidez. Porque isso acontece? Para que o bebê se desenvolva, os hormônios passam por grandes transformações, o que pode causar desequilíbrio. Quando isso acontece, o pâncreas automaticamente intensifica a produção de insulina, já que a placenta consome bastante hormônio. Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), quando isto não acontece, ocorre o quando de diabetes gestacional. Em contato com uma maior quantidade de glicose no sangue, o bebê fica exposto à possibilidade de crescimento e ganho de peso excessivo, o que pode resultar em problemas no parto, durante a vida, até a vida adulta, do bebê que pode ficar obeso, sem contar nas maiores possibilidades do mesmo desenvolver diabetes na idade adulta também.

Como saber se você está com diabete gestacional?

Os sintomas nem sempre são identificados facilmente, por esta razão é recomendável que a partir da 24ª semana de gestação, início do sexto mês, quando mais se desenvolve a criança em peso e tamanho, que a grávida faça os exames de glicose e glicemia. Este exame é o exame conhecido como teste de tolerância à glicose. Em muitos dos casos, a diabetes gestacional acontece por causa do ganho excessivo de peso da mãe.

Fatores de risco gravidez gestacional

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São considerados fatores de risco:

  • Excesso de peso;
  • Fatores genéticos;
  • Gestação com idade avançada;
  • Excesso de peso durante a gravidez;
  • Incidência de bebês que nasceram muito grandes;
  • Pressão alta durante a gestação;
  • Gravidez múltipla

Diabetes Gestacional tem controle?

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Felizmente é possível fazer o controle dos quadros de diabetes gestacional. Deve-se considerar cada caso particular, de acordo com o quadro clínico de cada paciente, contudo em maior parte dos casos, o controle é feito através de medidas nutricionais que devem ser acompanhadas por um profissional, que ajustará a quantidade correta de nutrientes para cada mês da gestação.

Atividades físicas leves e obviamente acompanhadas, podem ajudar a diminuir os níveis glicêmicos. Lembrando que o acompanhamento é extremamente necessário a fim de evitar um possível parto prematuro.

Outra possibilidade de controle e tratamento para a diabetes gestacional é o uso da insulinoterapia. Incluso, lembramos que a insulina pode ser usada com segurança durante a gravidez. Vale lembrar que mesmo nos quadros mais graves de diabetes gestacional, se a mãe fizer os devidos procedimentos, o bebê nascerá normalmente saudável.

Diabete Latente Autoimune do Adulto – Este tipo de diabetes significa um estágio mais grave do diabetes 2, quando em consequência da doença, o organismo começa a desenvolver um processo autoimune. Com isto a doença atinge as células do pâncreas.

Diabetes associadas à patologias  – como pancreatite alcoólica e o uso de determinados medicamentos.

Pré-diabetes: Sentença ou nova chance?

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Pré-diabetes, porque tantas pessoas já se consideram diabéticas pelo fato de serem pré diabéticas? A verdade é que quando se chega a este diagnóstico, o organismo já apresentou sinais fortíssimos de que a doença tem grande possibilidade de acontecer. Mas esta que muitas vezes é considerada uma sentença, pode ser encarada como uma nova chance para o desenvolvimento de novos hábitos, costumes e cuidados.

A falta de informação sobre a pré-diabetes atinge pelo menos 70% da população que têm a condição, é o que revelou uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes.

Mas o que é exatamente pré-diabetes?

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Quando os níveis de glicose estão acima da média considerada normal, contudo não atinge um valor que já se considere como diabetes do tipo 2, então o paciente é diagnosticado com pré-diabetes, em outras palavras, ele está caminhando rumo à diabetes, contudo não significa que ele vai se tornar um diabético, desde que tome as medidas indicadas.

Em números, podemos afirmar que as chances de a pessoa se curar e de se tornar um diabético são iguais, já este é um estágio que pode ser revertido.

Fazem parte do grupo de alto risco, pessoas com sobrepeso, obesidade e hipertensos. Estas devem redobrar os cuidados. O alerta pode ajudar a prevenir as complicações causadas pelo diabetes.

Ao receber o diagnóstico de pré-diabetes, o paciente ao invés de já se encararem doentes podem reverter a situação tratando de mudar hábitos diários em seu estilo de vida. Deve-se considerar ainda que apesar de representar apenas possibilidade de você se tornar diabético, esta condição pode prejudicar também os nervos e as artérias, o que pode aumentar as chances de este mesmo paciente ter problemas como derrames e infartos.

Como proceder após o diagnóstico de Pré-Diabetes?

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Como dito, o diagnóstico é um alerta de que você está no caminho da diabetes, mas este é um quadro que também pode ser revertido começando pela alimentação que também deve ser associada à uma rotina de exercícios físicos. Segundo laudos e estudos realizados sobre o assunto, pelo menos 95% dos pré-diabéticos têm dificuldade de manter uma rotina de atividades físicas, enquanto 60% deles afirmam que a dieta é a parte mais difícil.

Fatores de Risco para o Pré-Diabetes

O Pré-diabetes bem como o diabetes do tipo 2 podem chegar pouco a poco sem que você dê conta e assim como qualquer outra doença, deve-se levar em conta os riscos que ele pode representar e seguir as orientações dadas pelo médico.

Deve-se ainda considerar os fatores de risco principalmente para casos onde o pré-diabetes faz parte da chamada síndrome metabólica. Neste caso são fatores:

  • Taxas de colesterol LDL (Colesterol ruim) altas;
  • Excesso de peso;
  • Hipertensão

O que pode comer um diabético?

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Saber que alimentos comer quando se tem diabetes é um dilema enfrentado por milhões de pessoas que convivem com a doença em todo o mundo. É importante saber o que comer para manter os níveis de açúcar controlados a fim de impedir a hiperglicemia tanto quanto a hipoglicemia.

Alimentos ricos em fibras são os mais indicados, preferencialmente se consumidos em todas as refeições possíveis. As fibras alimentares são eficientes no controle da concentração de glicose no sangue. O consumo deste tipo de alimento deve ser feito não apenas por diabéticos mas também por aqueles que desejam evitar o problema.

Frutas que podem ser consumidas:

  • Maça;
  • Pera ;
  • Uva;
  • Melancia;
  • Laranja;
  • Melão
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Também pode-se comer:

  • Legumes;
  • Cereais como linhaça e chia;
  • Carnes magras (peixe, frango, frutos do mar)
  • Carboidratos integrais estão liberados seja pão, bolo ou biscoitos;
  • Queijo branco fresco ou queijo cotagge;
  • Sucos de frutas naturais;
  • Iogurte desnatado;
  • Leite desnatado;
  • Adoçante stévia.

Há uma lista bastante extensa de alimentos que são liberados, mas embora sejam liberados, deve-se lembrar que o consumo deve ser feito com moderação. O ideal é comer nos horários corretos e preferencialmente em horários determinados e em quantidades menores.

No caso das frutas liberadas, elas devem ser consumidas associadas a outros alimentos. Elas podem por exemplo serem consumidas após as refeições. Mais especificamente falando, ainda que liberadas, estas frutas não devem ser consumidas sozinhas.

Sobremesas

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Uma dúvida comum entre as pessoas, sejam elas diabéticas ou não, é quanto ao consumo de doces. E a pergunta sempre é: Pode comer doce na diabetes? Parece óbvia, mas a resposta é não e vamos te explicar porque. Os doces geralmente são carregados em acúcar, que como já dissemos, é o vilão quando o assunto é o aumento das taxas de glicose no sangue.

O consumo dos doces pode causar o descontrole da doença, o que também pode resultar em consequências mais graves como por exemplo a cegueira, os problemas cardíacos e a dificuldade de cicatrização. Existem algumas dietas para diabéticos, onde se pode incluir os doces dietéticos, que tampouco devem ser consumidos em excesso.

Receitas para diabéticos

Diabéticos ou pré diabéticos devem cuidar de manter uma alimentação com baixo teor glicêmico. Eles são alimentos que não provocam o aumento da glicose no sangue. Este tipo de alimento são os mais recomendados em dietas para emagrecimento e para controle do diabetes.

Uma vez que não elevam o teor de açúcar e nem estimulam a produção de lipídios, são muito eficientes para a perda de peso. Os alimentos com baixo índice glicêmico são também capazes de manter a saciedade por mais tempo e são altamente recomendados quando as dietas estão associadas também à prática de atividades físicas.

Os alimentos com carboidratos são os únicos que têm índice glicêmico e existem as opções destes alimentos, que possuem menor índice. São eles:

  • Frutas e verduras;
  • Leite;
  • Iogurte diet;
  • Queijos;
  • Pão integral;
  • Milho;
  • Ervilha;
  • Grão de bico;
  • Soja;
  • Pão integral;
  • Macarrão integral;
  • Aveia;
  • Farinha de trigo integral.
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Se o índice glicêmico for menor que 55 em determinado alimento, ele faz parte do grupo de alimentos de baixo índice glicêmico. Entre 56 e 69, o alimento é considerado alimento de teor glicêmico moderado. Por último, acima de 70 estão os alimentos menos indicados para um diabético, que são os alimentos de alto ou altíssimo teor glicêmico.

Cardápio de alimentos com baixo nível glicêmico

Confira na imagem abaixo um cardápio para uma dieta de baixo teor glicêmico:

As dietas de baixo teor glicêmico, conhecidas como dietas low carb, cujo objetivo é o menor consumo de carboidratos e a preferência pelos alimentos integrais. Outra característica da low carb é a preferência por alimentos ricos em proteínas como carnes e ovos ajudam a manter a saciedade sem produzir gordura em excesso. Tanto para o diabetes, quanto para a perda de peso, esta é uma dieta ideal.

 O que não deve comer um diabético?

Sabe-se que o consumo de açucar é o pior de todos os erros, quando tratamos de diabetes, mas engana-se quem pensa que o açúcar está apenas naquele ingrediente feito da cana, que tradicionalmente utilizamos para adoçar os nossos cafezinhos. As farinhas brancas devem também estar fora da lista de consumo.

Os alimentos proibidos para um diabético

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O açucar é o maior vilão? Como dito, o açúcar simples que utilizamos no dia a dia, deve ser retirado da dieta de um diabético, com isto os docinhos e as sobremesas que com ele fazemos. Ele pode ser substituído por adoçantes, preferencialmente à base de stévia.

Devem ser evitados os alimentos ricos em carboidratos, independente de que alimento seja, se é uma fruta, arroz ou até mesmo a aveia.

O excesso de carboidratos induz ao aumento glicêmico, o que causa o descontrole do diabetes.

E o açucar das frutas?

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Índice glicêmico dos alimentos

As frutas têm o seu açúcar natural, que chamamos de frutose e isto faz com que elas também devam ser consumidas com cautela por quem tem diabetes. Em pequenas quantidades contudo, as frutas podem ser consumidas. Para que você tenha em mãos um controle deste consumo, use como base as seguintes porções:

  • Frutas Secas – 1 colher de sopa
  • Frutas pequenas como cerejas e uvas – Uma média de 8 unidades diária, ou uma mão cheia.
  • Frutas grandes como melancia, abacaxi, melão e mamão – 2 fatias finas é o suficiente;
  • Frutas médias ou de consumo individual como maças, pera, banana, laranja e tangerina – 1 unidade diária
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Lembrando que o consumo das frutas por diabéticos, não deve ser feito acompanhado de outros alimentos, principalmente se estes forem ricos em carboidratos.

Como identificar a diabetes?

10 sinais de Diabetes descontrolada

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A diabetes descontrolada pode causar sérias consequencias, dentre elas, problemas na visão, até a cegueira.

As complicações causadas pela diabetes pode ser a doença crônica, a dificuldade de cicatrização, o que pode ocasionar até a perda de membros. A Diabetes do tipo 1 pode ser identificada já nos primeiros anos de vida. Já o tipo 2 da doença, costuma ser mais silencioso, o que a faz passar despercebida e ser descoberta mais tarde do que deveria.

Alguns sinais podem representar que uma pessoa está passando por diabetes descontrolada. Veja:

  1. Sensação de sede – Os altos níveis de açúcar podem causar a desidratação que consequentemente causam a sede.
  2. Infecções frequentes – Um dos efeitos que a diabetes causa é a baixa resistência, ou a baixa de imunidade, com isso aumentam as chances de infecções, por exemplo, a infecção de garganta ou a infecção urinária;
  3. Perda de peso repentina – A perda de peso sem uma causa específica pode ser sinal de que a diabetes saiu de controle e precisa de uma atenção especial;
  4. Vontade de urinar repetidamente – Este sinal está também relacionado à desidratação e leva a pessoa a sentir sede, como já mencionamos. Essa vontade de urinar frequente acontece porque o corpo quer eliminar o excesso de glucose;
  5. Alterações no hálito – Neste caso não significa exatamente um mal hálito, senão um tipo adocicado ou frutado é o que relatam os pacientes;
  6. Formigamento – Também chamamos de dormência – Quando não controlada, a diabetes provoca alguns danos, dentre eles os problemas relacionados ao sistema nervoso. Os nervos mais afetados neste caso, são os dos pés e das mãos e quando está em descontrole, a pessoa tende a sentir os formigamentos;
  7. Problemas renais – A diabetes fora de controle pode vir a interferir no funcionamento renal, o que isso significa? Que ao longo do tempo os vasos sanguíneos podem ser danificados, inclusive dos rins, o que interfere diretamente no seu funcionamento, ou seja, diminui a sua capacidade de filtrar o sangue com eficiência.
  8. Aumento do apetite sem ganho de peso
  9. Altos níveis de glucose;
  10. Hipertensão – A pessoa com diabetes descontrolada pode apresentar aumento da pressão arterial sem explicação.

6 sinais iniciais da diabetes

Para evitar o diagnóstico tardio do diabetes, é importante estar atento à sinais que ela dá que está querendo te afetar. Abordando especialmente o diabetes do tipo 2, devemos alertar que este tipo da doença pode surgir em qualquer momento da vida, portanto, devemos estar atentos à alguns importantes sinais:

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  1. Visão turva – Os olhos podem transparecer os primeiros sinais da diabetes, que em casos mais graves pode chegar a resultar em cegueira. Como acontece este sinal? O paciente sente a visão turva por causa do excesso de glucose, que também pode afetar o nervo óptico.
  2. Fome excessiva – A diabetes tem como uma característica, impedir que o açúcar se converta em energia, com isso ele segue sempre em busca de mais alimentos para recarregá-lo. Sentir fome constantemente e não sentir a sensação de saciedade é um dos primeiros sinais de que você pode estar com diabetes.
  3. Confusão – A confusão mental, a dificuldade de concentração e a confusão mental são sintomas comuns de quem está com diabetes. Ao perceber estes sintomas, você não deve ignorar.
  4. Fadiga – Quando as células não recebem os níveis corretos de glicose, a ponto de gerar energia, o resultado nada mais é do que o cansaço, a fadiga e a indisposição. Portanto, se você anda se sentido assim, não descarte a possibilidade de estar com diabetes.
  5. Irritabilidade – Um sintoma comum em quem diabetes do tipo 2, é a alteração de humor e as crises de irritabilidade. Esses momentos podem surgir sem nenhum motivo ou provocação aparente.
  6. Disfunção erétil – A impotência sexual acontece por diversas causas e uma delas é a diabetes, portanto, se o homem começa a passar pelo transtorno deve investigar as causas.

Ressaltamos que estes são os sinais mais comuns do diabetes e podem aparecer de maneira sutil, não sendo percebidos. Estes sinais contudo não devem ser ignorados e quando antes deve-se consultar um médico para ajudar com o diagnóstico.

O Diabetes e a saúde pública

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É caro tratar o diabetes?

Sim, se colocarmos no papel todos os custos que o diabetes traz à vida de uma pessoa, podemos dizer que o custo é bastante alto.

A diabetes é a principal causa de amputações de membros inferiores, bem como de cegueira em todo o Brasil, e este não é um problema exclusivo em nosso país, já que é um problema mundial.

As consequências de ser diabético pode sim trazer muitos custos porque a diabetes, apesar de silenciosa é uma doença que vem acompanhada de uma série de outros problemas de saúde, incluso alguns tipos de câncer.

Além do custo financeiro, não podemos esquecer das perdas emocionais também. A diabetes pode ser uma doença letal, sim, capaz de destruir vidas, muitas vidas.

Segundo pesquisas realizadas, o Brasil tem em média 15% da sua população adulta com a doença, o que representa 14,3 milhões de pessoas e este número só vem subindo a casa ano. Segundo a Federação internacional de Diabetes, este número pode chegar até 23,3 milhões até o ano de 2040, e esta é uma boa razão para que comecemos desde agora a tomar devidos cuidados preventivos.

É importante mencionar que muitos brasileiros diabéticos, sequer sabem que têm a doença. Um número também considerável é o de pré diabéticos, que chega a 11 milhões e fatores como a obesidade, que também só têm vindo aumentando, são aliados perfeitos para o desenvolvimento da doença.

Existe tratamento pelo SUS?

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Se tratando de tratamento para o diabetes, quando a doença é do tipo 1 são necessárias aplicações diárias de insulina. Esta aplicação de insulina pode ser feita em casa mesmo pelo próprio paciente e no caso de crianças, pela pessoa responsável.

A aplicação é feita diretamente em camadas de células de gordura e por esta razão, a coxa, a barriga, o braço, o glúteo e a região da cintura, são as mais recomendadas.

Ter em casa um glicosímetro é também importante para fazer as conferências diárias do nível de glicose, isso auxiliará no controle de suas aplicações.

Se houver necessidade, o médico prescreverá o uso de medicamentos de uso oral.

O diabetes do tipo 2 deve ser tratado de acordo com a sua necessidade, mas ele normalmente vem acompanhado de outras condições como por exemplo a obesidade, assim pode-se usar os inibidores da alfaglicosidase, sulfonilureias ou glinidas de acordo com a necessidade de cada paciente.

Neste caso é também importante tratar o problema que acompanha o diabetes e fazer mudanças significativas de hábitos. Atividades físicas regulares e uma alimentação adequada são fundamentais para o êxito do tratamento.

Mas a pergunta é se existe os tratamentos ou medicamentos pelo SUS, correto? Sim, o Sistema Único de Saúde oferece programas de tratamento para o diabetes, através de medicamentos gratuitos, oferecidos nas farmácias populares.

O Ministério da Saúde financia seis diferentes medicamentos nas farmácias credenciadas.

Além disto, os paciente também têm um acompanhamento básico para assim reduzir a evolução do grau da doença e mantê-la sob controle.

O SUS oferece aos pacientes, as insulinas injetável e regular, além dos seguintes medicamentos:

  • Glibenclamida;
  • Metformida;
  • Glicazida.

Apartir do ano de 2017, o SUS ainda incluiu, graças à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a caneta para injeção de insulina, para facilitar a aplicação, armazenamento e conservação do medicamento, assim como a insulina análoga de ação mais rápida.

Como fazer a aplicação da insulina?

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Durante o tratamento com insulina, deve o paciente checar com frequência, os níveis de glicose. Isto é fundamental para que sejam avaliadas as metas estipuladas pelo médico que está acompanhando o caso.

As canetas de insulina podem ser reaproveitadas e se repõe a insulina que se encontra em unidades de 3 ml cada.

Quando aplicadas com seringas, as agulhas já são bem menores, com até 6 mm máximo, assim, a dor é quase imperceptível. Pacientes que necessitam de mais de um tipo de insulina, podem juntar a dose de uma com a outra e fazer uma única aplicação.

Existem ainda as bombas de insulina, que são normalmente utilizadas por pessoas que necessitam muitas aplicações ao longo do dia. O aparelho inclui um cateter que é introduzido na pele enquanto a bomba será usada externamente.

13 dicas para prevenir diabetes

Em números, um alerta feito pela Organização Mundial de Saúde, aponta que cerca de 420 milhões de pessoas sofrem com diabetes, que é também a causa de um número significante de pessoas no Brasil e no mundo a cada ano.

Com números expressivos no Brasil, não podemos negar que a incidência da doença, que causa sanos a outros órgãos, principalmente rins e corações, vem aumentando a cada ano.

Por outro lado, estamos todos propícios a desenvolver esta doença que é silenciosa e pode acontecer em qualquer fase da vida e portanto, devemos tomar medidas preventivas para que este número comece a baixar.

Abaixo, relacionamos 13 maneiras de prevenir-se contra o diabetes:

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  1. Perca peso e gorduras localizadas – como já dito, alguns tipos de diabetes já vêm acompanhados de outros problemas, e o maior número está relacionado ao excesso de peso. Pessoas com maior índice de gordura visceral têm maior predisposição a apresentarem a doença, assim, o melhor a se fazer é começar a queimar essas gorduras acumuladas para evitar o diabetes.
  2. Não fume – Fumar é um risco que todo fumante assume ao acender o seu cigarro. Além de provocar sérios danos à saúde, o cigarro pode deixar o organismo exposto à doença por muitos anos, ainda depois de parar de fumar. Além de vários tipos de câncer, o diabetes pode também ter como causa, o cigarro.
  3. Consuma bastante água diariamente – A água limpa e desintoxica o organismo. Ela auxilia na distribuição proporcional da glicose por todo o corpo, além de transportar os nutrientes. Tomar água ajuda a manter o peso sob controle, favorece o controle dos níveis de açúcar e insulina.
  4. Evite alimentos processados – Já sabemos da infinidade de produtos industrializados e processados que temos fácil acesso. Não caia nesta, se você está correndo de ser um futuro diabético. Estes são alimentos ultraprocessados, enriquecidos de substâncias químicas para chegarem o mais próximo possível do sabor original, contudo, são também ricos em conservantes para que durem mais tempo nas prateleiras de supermercados. Prefira alimentos naturais e sem adição de químicas. A escolha, sem dúvida será a mais correta.
  5. Diminua o consumo de açúcar e farinhas brancas – Estes são os principais alimentos que aumentam a quantidade de glicose (açúcar) no sangue. Em consequência disso, o fígado passa a produzir maior quantidade de insulina e o organismo por sua vez, começa a resistir à insulina e o acúmulo de glicose seguem elevados no sangue. Em um estudo realizado pela Universidade de Stanford nos Estados Unidos, ficou comprovado que o consumo excessivo de farinhas brancas, ricas em carboidratos e o consumo de açucares, aumentam em grandes proporções, as chances de uma pré-diabetes e consequentemente a própria doença.
  6. Coma em menores quantidades – Fazer 6 alimentações diárias é ideal, ou seja, é uma boa distribuição para que você se alimente com porções menores e mais vezes ao dia. Assim estará evitando não apenas a diabetes, mas também a obesidade.
  7. Atente-se aos níveis de Vitamina D – A estrutura óssea e muscular, bem como o funcionamento do nosso metabolismo dependem de estarmos com os níveis de vitamina D em dia. Encontrada em alimentos como a sardinha, você também pode tomar banhos diários de sol para que ela não falte e assim, diminuir as chances de ter diabetes.
  8. Alimente-se com mais fibras – O consumo de fibras melhora o funcionamento intestinal e ajuda a manter a saciedade. Com isso, podemos afirmar que as fibras são importantes nas dietas para perda de peso. Menos carboidratos, menos alimentos com alto índice glicêmico e mais fibras, assim deve ser a dieta para um diabético.
  9. Diminua os carboidratos – Para evitar o diabetes, nada melhor que manter dentro do limite, as taxas de glicose no sangue, evitando os picos. Para isto, consumir menos carboidratos é a solução.
  10. Café e chá verde são bem vindos – Seja o café ou seja o chá verde! Ambas são bebidas ricas em antioxidantes benéficos ao nosso organismo. Eles contêm substâncias que aceleram o metabolismo, proporcionando a queima mais rápida de gorduras, reduzindo a resistência à insulina e diminuindo os processos inflamatórios;
  11. Faça atividades físicas regularmente – As atividades físicas regulares são importantes não apenas para prevenir o diabetes, mas também para garantir uma melhor qualidade de vida. Estou dizendo em todos os sentidos. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, 150 minutos semanais de atividades físicas, está dento do considerável regular.               
  12. Saia do sedentarismo – Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença! Experimente, esperar um seu ônibus no próximo ponto, desça um ponto depois, prefira a escada ao invés do elevador. Movimente-se! Se você trabalha sentado, faça pausas, alongue-se!
  13. Adicione curcuma ao seu cardápio – Raiz muito semelhante ao gengibre, a curcuma é também utilizada na medicina ayurvédica. Com propriedades anti inflamatórias, a curcuma vem sendo estudada e apresentando resultados positivos nos tratamentos de prevenção ao diabetes.

Como Cuidar de crianças com Diabetes, 9 dicas importantes

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Lidar com uma criança diabética não é um tema simples porque implica uma completa mudança alimentar, uma vez que a alimentação saudável e balanceada é essencial para o controle desta doença.

Para lidar com isso é recomendável que os pais cuidem de manter bons hábitos alimentares e um estilo de vida o mais saudável possível, para isto, alguns passos podem sem interessantes.

Vale lembrar que uma criança pode nascer diabética ou com a pré disposição à doença. Em muitos dos casos, o problema é evitado já durante a gestação.

Bom, agora vamos às dicas:

  1. NÃO OFEREÇA AÇUCAR À CRIANÇA – Evite ter em casa doces e guloseimas. Se a criança não ver, ela por si só não irá procurar por uma bala. No caso de alimentos que são adoçados ou uma sobremesa para uma determinada ocasião, opte pelo uso de um adoçante, preferencialmente, stévia.
  2. INFORMAR NA ESCOLA OU LUGARES QUE A CRIANÇA FREQUENTA – De nada adianta cuidar em casa, se a criança vai ter acesso à alimentos doces quando está fora. Para qaue isto não aconteça, o ideal é que os pais cuidem de informar nos colégios e casas onde essa criança possa fazer alguma alimentação.
  3. CONVERSAR SOBRE A DOENÇA – De acordo que vai crescendo, a criança vai começando a entender a gravidade da doença que tem, e isto é importante para que ela se adapte ao estilo de vida que precisa levar.
  4. FAÇA DO TRATAMENTO UM MOMENTO DINÂMICO – No caso de crianças que fazem o uso de insulina, deixar que ela segure a caneta de insulina ou mesmo escolher o dedo para a picada pode fazer com que ela faça mais despercebida, o tratamento.
  5. LEVE SEUS DOCES PARA AS FESTAS – Seria um aborrecimento para a criança não poder ir a festas de aniversário porque é o meio ideal para consumir açúcar. Tampouco seria bom ir às festas e não poder comer. A solução neste caso, é levar os docinhos permitidos para diabéticos. Ela entenderá que esta participando da festa como qualquer outra criança. Boas opções são: Pipoca com canela e a gelatina diet.
  6. CONVIDAR ÀS ATIVIDADES FÍSICAS – Os exercícios físicos são essenciais no controle da diabetes e é por isto que esta é uma das dicas mais importantes. Além de conviver melhor com a doença, a criança que tem diabetes e pratica atividades físicas regulares tende a crescer mais saudável. Natação, futebol e dança são excelentes opções.
  7. SER CAUTELOSO NA APLICAÇÃO – Durante as conferências glicêmicas ou aplicação da da insulina, é preciso ter paciência e tratar a criança com carinho, já que as picadas podem ser motivo de pânico para elas.
  8. CUIDAR DE MANTER UMA DIETA APROPRIADA – Aos pais com crianças diabéticas é indicado manter uma alimentação saudável, rica em fibras e pobre em açucares e gorduras.
  9. ALIMENTAR-SE NOS HORÁRIOS – As alimentações feitas nos mesmos horários, garante melhores condições de saúde, ainda que tendo a doença. 6 refeições diárias é o ideal.

Movimento contra o Diabetes

A diabetes como já sabemos, não é uma doença transmissível, contudo é uma doença muito mais comum do que podemos imaginar.

  • Dia mundial da diabetes – O dia 14 de Novembro é desde o ano de 1991, lembrado como o dia do diabetes. O objetivo da data é chamar a atenção não apenas de cidadãos, mas também das autoridades, sobre a gravidade da doença. A escolha da data se deu pela data de aniversário de um médico do Canadá, que junto a um de seus companheiros de pesquisas, chegaram à descoberta da insulina. Fato que aconteceu em 1921.
  • A fruta matadora do diabetes

Mitos e verdades sobre a diabetes

Já sabemos que é enorme o número de diabéticos no país, e que os números referentes a esta doença não param de aumentar. A disfunção metabólica, provocada pela deficiência ou o uso indevido da insulina pelo organismo, pode acontecer por diferentes motivos, dentre eles, hábitos alimentares e não recomendáveis.

O diabetes pode ser acompanhado de sintomas que inicialmente podem ser silenciosos. Além disso, pode provocar sintomas extremamente desconfortáveis e pode deixar sequelas para o resto da vida.

Contudo, embora seja uma doença muito comum, muitas pessoas ainda se perdem com algumas informações sobre a doença que apesar de grave, pode ser controlada. Por esta razão, é importante que você conheça alguns mitos e verdades e se certifique de como andas enxergando o Diabetes:

NÃO SE DEVE INGERIR BEBIDAS ALCOÓLICAS!

verdade

VERDADE – O consumo isolado de bebidas com teor alcoólico contribui para a baixa de glicose no sangue. O diabético que faz o uso de insulina, a usa com a finalidade de baixar as taxas glicêmicas, neste caso, o álcool age no organismo diminuindo ainda mais estas mesmas taxas, o que pode agravar o grau da doença para um quadro crônico. Apenas bebidas destiladas são permitidas, contudo devem ser consumidas sem exagero e sempre acompanhadas de algum alimento. Bebidas fermentadas e bebidas doces devem ser eliminadas.

APLICAR INSULINA CAUSA DEPENDÊNCIA QUÍMICA!

MITO – Muito ao contrário disto, a insulina não provoca nenhum tipo de dependência. A aplicação é feita apenas para gerar energia, inserindo glicose nas células. Pacientes com diabetes do tipo 1, são dependentes da insulina, mas isso não é devido ao uso, mas pelo fato de não conseguirem produzir naturalmente.

SUBSTITUIR AÇÚCAR POR ADOÇANTES

verdade

VERDADE – O adoçantes são os principais substitutos para o açúcar tradicional. Se encontra com facilidade os adoçantes à base de aspartame, ciclamato e o mais indicado à base de stévia. Algumas pessoas não aderem ao adoçante e preferem tomar suas bebidas naturais à incluir medidas artificiais.

CANELA CONTROLA DIABETES

mito

MITO – A canela é sim um excepcional alimento com ricas e poderosas propriedades curativas, contudo, não estudos que comprovem a eficácia no tratamento para diabetes.    

REMÉDIO PARA DIABETES TEM ÁLCOOL

verdade

VERDADE – Sim, os remédios para diabetes tem uma baixa taxa de álcool em sua composição, o que não afeta a saúde do paciente.

PESSOAS DIABÉTICAS PODEM FAZER APENAS EXERCÍCIOS LEVES

VERDADE – É importante que as atividades físicas sejam feitas com acompanhamento de um profissional. Você deve antes de iniciá-los, fazer uma avaliação médica inclusive. As atividades ajudam a melhorar os níveis glicêmicos e além de favorecer o corpo e o organismo em geral

DIABÉTICOS PODEM FAZER ESCALDA PÉS E ENTRAR NA SAUNA

mito

MITO – O diabetes compromete os vasos sanguíneos e também a circulação. A dificuldade de cicatrização é também uma consequência da doença. O que isso tem haver com sauna? As altas temperaturas e os choques térmicos aumentam as chances de desencadear problemas cardíacos que agravam os quadros de diabetes.